
Brasília chega ao Dia Internacional do Guia de Turismo, celebrado em 21 de fevereiro, com um cenário que evidencia o papel desses profissionais na consolidação da cidade como destino global. Em 2025, a capital federal registrou o maior volume de visitantes estrangeiros de sua história, com cerca de 110 mil turistas vindos de diferentes partes do mundo.
O crescimento do fluxo internacional, liderado por viajantes da Argentina, dos Estados Unidos, do Peru, da Colômbia e de Portugal, aponta para uma mudança no perfil do turismo local. Aos poucos, Brasília deixa de ser vista apenas como centro político-administrativo e passa a se afirmar como destino de interesse cultural, arquitetônico e histórico.
Nesse movimento, o trabalho dos guias se tornou decisivo para qualificar a experiência de quem chega à cidade.
Com atuação voltada principalmente ao público estrangeiro, o guia Flávio Dino Carlos, de 28 anos, acompanha visitantes interessados em compreender não apenas os monumentos, mas o significado que eles carregam. Em um roteiro recente, ele conduziu um casal britânico por locais como o Memorial JK, a Catedral Metropolitana, o Santuário Dom Bosco, o Congresso Nacional, a Praça dos Três Poderes, a Ponte JK, o Palácio da Alvorada e o Setor de Embaixadas Sul.
Segundo o profissional, o aumento da demanda internacional traz novos desafios para a categoria. “A cidade recebe visitantes de diversas nacionalidades, mas ainda há carência de guias com domínio de idiomas, especialmente o inglês. A comunicação é essencial para que o visitante se sinta acolhido e compreenda o que está conhecendo”, afirma.
Grande parte desse atendimento ocorre por meio da rede hoteleira, que faz a ponte entre turistas e profissionais credenciados. A articulação com restaurantes e outros estabelecimentos também contribui para ampliar o suporte oferecido ao visitante.
A presença de Brasília no roteiro do casal inglês surgiu a partir do interesse pela arquitetura modernista. Após passagem pelo Rio de Janeiro, eles decidiram prolongar a estadia na capital para conhecer de perto obras associadas à influência de Le Corbusier.
A visita acompanhada por um guia ampliou a percepção sobre o país. “Sem conhecer a capital, é difícil compreender o Brasil em sua totalidade. Existe uma visão muito associada às praias e ao Carnaval, mas a cidade revela outra dimensão do país”, relataram.
Para o secretário de Turismo do DF, Cristiano Araújo, o crescimento do número de estrangeiros reforça a necessidade de valorizar quem atua diretamente na recepção e interpretação do destino. “Os guias traduzem a história e a identidade de Brasília para quem chega. O avanço do turismo internacional exige profissionais preparados para transformar a visita em uma experiência significativa”, afirma.
O entendimento é compartilhado por Juan Luis Hermida, vice-presidente do Sindicato dos Guias de Turismo do DF. Segundo ele, a atuação vai muito além da condução física pelos espaços. “O guia contextualiza, explica e conecta o visitante à narrativa da cidade. Essa mediação permite compreender por que Brasília foi concebida, quem a projetou e o que ela representa”, destaca.
Atualmente, cerca de 400 guias estão vinculados ao sindicato. Aqueles que dominam outros idiomas mantêm atuação constante ao longo do ano, impulsionados pela crescente procura internacional.
O exercício da profissão exige formação específica e cadastro no Cadastur, sistema do Ministério do Turismo que habilita oficialmente os profissionais. A especialização regional contribui para que o visitante receba informações consistentes e tenha uma vivência mais aprofundada.
Em um momento de expansão do turismo internacional, Brasília celebra neste 21 de fevereiro não apenas números expressivos, mas o trabalho de quem ajuda a transformar a cidade em uma experiência compreensível e memorável para quem a visita.
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