"Nenhum estudo diz que tríplice viral pode causar morte", afirma SBIm

"Nenhum estudo diz que tríplice viral pode causar morte", afirma SBIm

"Nenhum estudo diz que tríplice viral pode causar morte", afirma SBIm

Presidente norte-americano Trump usou informações falsas para alegar que vacina tríplice viral pode causar morte e deve ser fracionada

Ordem executiva de Trump: o presidente norte-americano assinou norma para desobrigar a tríplice viral e fracionar a aplicação em bebês;

Segurança do imunizante: infectologistas da SBIm e SBI reforçam que a vacina é segura, sem estudos que comprovem aumento de mortes;

Alerta da comunidade científica: a divisão da vacina pode reduzir a adesão, como no Japão em 1993, que registrou surto após o fracionamento.

No início desta semana, o presidente norte-americano Donald Trump assinou uma ordem executiva para diminuir a quantidade de vacinas administradas para bebês. Uma das novas normas desobriga o uso da tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) — segundo Trump, o imunizante que combina três vacinas é perigoso e deve ser fracionado.

A tríplice viral foi criada nos anos 1970 e é usada no Brasil desde a década de 1990. “Todos os países desenvolvidos aplicam a vacina combinada. Que eu saiba, não existe estudo que aponte um aumento no risco de morte entre os pacientes. O óbito não é um efeito adverso esperado“, afirma o infectologista Juarez Cunha, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

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O infectologista Klinger Faíco, membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), explica que circula desde o começo do ano um suposto estudo que alega “milhares de vezes mais mortes” causadas pela tríplice viral do que pelo próprio sarampo.

“Esse número é falso e nasce de um erro de método bem conhecido: ele usa os dados do VAERS, o sistema americano em que qualquer pessoa pode registrar eventos de saúde ocorridos depois de uma vacina. Esses registros não são verificados, não comprovam que a vacina causou o problema e não têm base populacional para cálculo. Comparar esses relatos brutos com mortes confirmadas por sarampo é como comparar boatos com laudos”, afirma o médico.