
Um estudo publicado em 9 fevereiro de 2026 na revista Alzheimer’s & Dementia mostrou que um tipo especĂfico de treinamento cerebral pode reduzir o risco de demĂȘncia, incluindo Alzheimer, atĂ© 20 anos depois da intervenção.
A pesquisa feita por pesquisadores da Universidade da Pensilvùnia, Estados Unidos, acompanhou 2.802 adultos com 65 anos ou mais, com média de idade de 74 anos, ao longo de duas décadas.
Os resultados indicam que participantes que fizeram um treinamento voltado para velocidade de processamento mental, com sessĂ”es de reforço, tiveram menos risco de desenvolver demĂȘncia em comparação com o grupo que nĂŁo recebeu treinamento.
Os voluntĂĄrios foram divididos em quatro grupos: o de treinamento de velocidade de processamento (exercĂcios rĂĄpidos no computador), treinamento de memĂłria, treinamento de raciocĂnio e o grupo controle (sem treino).
As sessĂ”es duravam de 60 a 75 minutos, duas vezes por semana, por cerca de cinco a seis semanas. Parte dos participantes tambĂ©m recebeu sessĂ”es extras de reforço meses depois. ApĂłs 20 anos, o grupo que fez o treinamento de velocidade com reforço apresentou redução significativa no risco de demĂȘncia.
O que Ă© demĂȘncia?
- DemĂȘncia Ă© um conjunto de sinais e sintomas, incluindo esquecimentos frequentes, repetição de perguntas, perda de compromissos ou dificuldade em lembrar nomes.
- Atualmente, o SUS oferece diagnĂłstico e tratamento multidisciplinar para pessoas com demĂȘncia, incluindo Alzheimer, em centros de referĂȘncia e unidades bĂĄsicas de saĂșde.
- Um diagnĂłstico precoce permite açÔes terapĂȘuticas que podem retardar sintomas, aliviar a carga familiar e melhorar a qualidade de vida.
- Dados do MinistĂ©rio da SaĂșde mostram que atĂ© 45% dos casos de demĂȘncia podem ser prevenidos ou retardados.
Resultados dos testes
Entre os que fizeram o treinamento de velocidade com reforço, 40% desenvolveram demĂȘncia ao longo do estudo. No grupo controle, o nĂșmero foi de 49%. A diferença representa uma redução relativa de 25% no risco, segundo os pesquisadores. JĂĄ os treinamentos focados em memĂłria e raciocĂnio nĂŁo mostraram o mesmo efeito na prevenção da demĂȘncia.
O treinamento de velocidade foi adaptativo: ele ajustou o nĂvel de dificuldade conforme o desempenho da pessoa. AlĂ©m disso, trabalhou a agilidade mental e a capacidade de lidar com informaçÔes visuais rapidamente, estimulando vĂĄrias ĂĄreas do cĂ©rebro ao mesmo tempo. Os pesquisadores acreditam que esse tipo de estĂmulo pode fortalecer redes cerebrais envolvidas na atenção e no processamento de informaçÔes.
A doença de Alzheimer Ă© a forma mais comum de demĂȘncia e ainda nĂŁo tem cura. Por isso, estratĂ©gias de prevenção sĂŁo cada vez mais estudadas. Os autores destacam que o treinamento cerebral nĂŁo substitui hĂĄbitos saudĂĄveis, mas pode ser uma ferramenta complementar.
Atividade fĂsica, controle da pressĂŁo, alimentação equilibrada e convĂvio social continuam sendo fundamentais para proteger o cĂ©rebro. Apesar dos resultados promissores, os cientistas ressaltam que nem todo programa comercial de “treino cerebral” tem comprovação cientĂfica. Mais estudos ainda sĂŁo necessĂĄrios para entender melhor os mecanismos por trĂĄs da proteção observada.
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https://chumbogrossodf.com.br/treino-cerebral-de-semanas-pode-proteger-contra-a-demencia-por-20-anos/?fsp_sid=256878

