Jejum intermitente não supera dieta comum no emagrecimento, diz estudo





O jejum intermitente é uma estratégia famosa entre os brasileiros para o emagrecimento. Métodos como comer apenas em determinadas horas do dia ou alternar dias com pouca ingestão de alimentos ganharam fama como alternativas “mais eficazes” do que dietas tradicionais.


No entanto, uma pesquisa publicada nesta segunda-feira (16/2), na revista científica Cochrane Database of Systematic Reviews, indica que a estratégia não apresenta grandes benefícios em comparação às outras dietas.



Os pesquisadores analisaram 22 ensaios clínicos randomizados, envolvendo 1.995 adultos com sobrepeso ou obesidade, e compararam diferentes tipos de jejum intermitente com dietas tradicionais de restrição calórica ou com a ausência de intervenção.


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Quando comparado a dietas tradicionais, o jejum intermitente pode resultar em pouca ou nenhuma diferença na perda de peso. Em relação a não fazer nenhum tratamento, o impacto também foi pequeno. Ou seja, ele não se mostrou mais eficaz do que simplesmente reduzir calorias por métodos convencionais.


A revisão sugere que o fator determinante continua sendo o déficit calórico — consumir menos calorias do que o corpo gasta — independentemente do formato escolhido.


Mas os autores também destacam limitações importantes nos trabalhos revisados:



  • A maioria dos estudos acompanhou os participantes por até 12 meses, o que é considerado curto prazo;

  • Muitos ensaios tinham tamanho pequeno;

  • Houve pouca informação sobre efeitos adversos e sobre a satisfação dos participantes;

  • Esses pontos reduzem a confiança em qualquer promessa de benefício superior.


Na visão dos pesquisadores, não é que o jejum intermitente não funciona. Ele pode ajudar algumas pessoas a organizar a alimentação e reduzir calorias. Mas os resultados apresentados não mostram evidência de que ele seja melhor do que uma dieta tradicional para perda de peso.


Para quem busca emagrecer, a escolha deve considerar acompanhamento profissional, condições de saúde e, principalmente, uma estratégia que seja sustentável no longo prazo.






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