
O Governo do Distrito Federal vem promovendo uma agenda contínua de conservação das passagens subterrâneas do Eixão, no Plano Piloto, com investimentos que já somam R$ 1.686.509,28 desde 2019. As intervenções, realizadas pela Novacap, buscam melhorar as condições de travessia para pedestres e ciclistas, priorizando iluminação, conservação e segurança nos túneis que conectam as superquadras sob a via expressa.
Nesse período, cinco passagens foram contempladas com melhorias — 102/202 Sul, próxima ao Hospital de Base; 104/204 Sul; 106/206 Sul; 108/208 Sul; e 104/204 Norte. As obras incluíram desde requalificação de pisos e paredes até ajustes estruturais, como troca de grelhas de drenagem, contenção de encostas com meio-fio de concreto, instalação de corrimãos nas escadas e revitalização completa da pintura interna e dos tetos.
Além disso, as claraboias passaram por manutenção, paradas de ônibus tiveram seus pisos ajustados e a iluminação foi reforçada com substituição de lâmpadas. A aplicação de pintura epóxi, mais resistente à umidade e ao desgaste, também integrou o pacote de melhorias.
Responsável técnico pelas intervenções, o engenheiro da Novacap, Guilherme Rodrigues, afirma que o trabalho prioriza a preservação das estruturas existentes enquanto eleva o padrão de uso. “Já conseguimos avançar em cinco das 16 passagens do Plano Piloto, com ações voltadas principalmente à recuperação de revestimentos, modernização das escadas com corrimãos, revisão das claraboias e melhoria da iluminação”, explica.
Ele acrescenta que os materiais adotados contribuem para ampliar a vida útil dos espaços. “O uso da pintura epóxi ajuda a reduzir os efeitos da umidade e do acúmulo de sujeira, garantindo maior durabilidade”.
Atualmente, o Eixão possui 16 passagens subterrâneas, divididas igualmente entre Asa Norte e Asa Sul, utilizadas diariamente por quem precisa cruzar a avenida.
O cronograma de manutenção seguirá avançando nos próximos meses. A previsão é iniciar pelas passagens 102/202 Norte, nas proximidades do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), e 106/206 Norte. Em seguida, as equipes retornarão à Asa Sul, começando pela 110/210 Sul.
De acordo com Rodrigues, o planejamento foi estruturado para minimizar impactos na rotina dos usuários. “Organizamos a sequência das obras para facilitar a logística e reduzir transtornos. Sempre que possível, mantemos o funcionamento parcial das passagens durante os serviços, já que a interdição total não é viável em locais com grande circulação”, afirma.
O tempo médio de execução de cada intervenção é de cerca de 90 dias, podendo variar conforme as condições encontradas em cada local.
Quem utiliza os túneis no dia a dia já percebe mudanças. A economista Gilza de Souza Oliveira considera que a conservação faz diferença. “Sem manutenção, o desgaste torna o espaço impraticável. Hoje, a estrutura atende bem”.
Já o assistente de compras Danilo Martin aponta melhora no ambiente após as obras. “A iluminação e o estado geral evoluíram bastante. Esse cuidado precisa continuar”.
As iniciativas integram a estratégia do GDF de manter e qualificar a infraestrutura urbana do Plano Piloto, assegurando melhores condições de mobilidade e segurança para a população que utiliza o Eixão diariamente.
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